1. Qual o papel de um Produtor Musical?

2. Qual a importância de um Produtor Musical?

3. Qual a função do Produtor Musical?

4. O Produtor Musical na História.

5.Produtor Musical…Produtor de Eventos…Produtor
Executivo…Produtor Fonográfico…Entendendo as diferenças.

6. Entrevista com o Produtor Musical do SBT: Manoel Barenbein

7. Produtor Musical: Um “maestro” moderno.

8. Algumas definições.

 

 

 

1. Qual o papel de um Produtor Musical?

O papel de um produtor é conversar com o artista/gravadora sobre o estilo musical pretendido no trabalho, reunir os músicos para a gravação, escolher o melhor estúdio, o arranjador, etc... Alguns produtores reúnem muitas qualidades juntas, criam arranjos, participam da gravação, tocando instrumentos ou até mesmo cantando no coro, mas também existem outros que apenas fazem a direção da uma gravação porque conhecem todos os detalhes de como a coisa funciona (Know-how), e ficam apenas la dentro da técnica (local onde fica a mesa de som, computadores, equipamentos, operadores, etc.) dando as coordenadas para um bom andamento do trabalho e assim alcançar o objetivo.
E mais, ele exerce o papel de “diretor da gravação” cabendo a ele zelar pela concepção e qualidade musical do trabalho, manter uma visão global, mas com capacidade para perceber os detalhes, como também controlar os entusiasmos que possam levar a devaneios improdutivos. Esse cara está sempre atento aos aspectos da performance musical tais como: Afinação, precisão da execução, feeling da interpretação, etc.

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2.
Qual a importância de um Produtor Musical?

Muitas pessoas desconhecem a importância e a função de um Produtor Musical. O Produtor Musical tem como função principal fornecer todas as condições para que o artista (seja ele uma banda, um cantor ou um instrumentista) desenvolva sua arte da maneira mais verdadeira, eficiente, honesta e criativa possível. Além disso, ele auxilia no direcionamento estético e musical da carreira do artista, inclusive minimizando custos de produção através de planejamento/controle.

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3
. Qual a função do Produtor Musical?

A função do produtor musical é trazer o auxílio à banda/cantor. As vezes fazemos um projeto musical pensando que tudo está bom, mas, ainda fica faltando algo. O toque especial na música que é muitas vezes o som do instrumento certo na hora certa, o rítmo que não casa com a música, é a mixagem mal apurada, é o músico inadequado, a letra que não bate com música, até mesmo a própria música escolhida erroneamente, são coisas assim que o verdadeiro Produtor Musical com liberdade estará analizando na pré-produção de seu  CD, para que na ansiedade e envovimento emocional, não se venha a cometer erros , pois uma vez o erro cometido, você poderá perder a chance de ser agradável ao seu público e “queimar seu filme”, queimar uma grande chance. Portanto, é sempre importante um bom Produtor Musical e que se dedique ao máximo na pré-produção

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4. O Produtor Musical na História.

Na indústria musical, Produtor Musical ou Produtor Discográfico são termos que designam uma pessoa responsável por completar uma gravação master para que esteja pronta para o lançamento. Eles controlam as sessões de gravação, treinam e guiam os músicos e cantores e fazem a supervisão do processo de mixagem.
Na primeira metade do século XX, o papel do Produtor Musical lembrava aquele do Produtor Cinematográfico, em que o produtor musical supervisionava as sessões de gravação, pagava os técnicos, músicos e os responsáveis pelo arranjo das músicas, e algumas vezes até escolhia material para o artista. Pela década de 1960, os Produtores Musicais pegaram um papel mais direto no processo musical, incluindo criar arranjos, cuidar da engenharia da gravação e até mesmo escrever o material. Através de tudo isso, os produtores têm tido uma forte influência, não apenas em carreiras individuais, mas no curso da música popular.

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5.Produtor Musical…Produtor de Eventos…Produtor Executivo…Produtor Fonográfico…Entendendo as diferenças.

Há uma certa confusão quanto ao uso do termo PRODUTOR. Há diversas atividades na área de produção, e no dia-a-dia chamamos tudo apenas de produtor quando na realidade há várias vertentes: Produtor Musical, Produtor Executivo, Produtor Fonográfico, Produtor de Eventos, Produtor Cultural, Produtor de Abacaxi e por aí vai...

• O QUE É O PRODUTOR MUSICAL?

Para facilitar o entendimento, fazendo então um paralelo com uma peça teatral, o PRODUTOR MUSICAL é como se fosse o diretor do espetáculo. É fácil visualizar o que faz um diretor de teatro?
Na música, é o PRODUTOR MUSICAL - nos moldes do diretor da peça teatral - que direciona o andar dos trabalhos no estúdio. Ele quem cuida do processo que precisa captar a essência e os conceitos do trabalho da banda, cuida para que cada músico faça a sua parte da melhor maneira possível, diz se o take está bom ou não, opina em timbres, etc.

PRODUTOR DE EVENTOS

É a “criatura” que está promovendo eventos e mesmo que esses eventos sejam de música ele não é PRODUTOR MUSICAL, certo?

PRODUTOR EXECUTIVO

Que executa! Então, é a pessoa que “bota a mão na massa”, resolvendo ou equacionando as problemáticas ou necessidades para que o evento ou projeto aconteça, show, filme, peça de teatro, etc.

PRODUTOR FONOGRÁFICO

É a pessoa ou empresa responsável pelos trâmites que leva um CD até o mercado, seja por um selo ou uma gravadora.
O que rola hoje em dia é que as pessoas que chamamos de o "produtor da banda", embora sejam chamado apenas "produtores", muitos trabalham com suas respectivas bandas também como produção executiva e produção de eventos.

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6. Entrevista com o Produtor Musical do SBT: Manoel Barenbein

"O produtor faz um trabalho no qual  o princípio básico está no feeling"
                                                                       Manoel Barenbein

"É emocionante ver um artista em que você acreditou há 25 anos continuar fazendo sucesso", revela Manoel Barenbein, produtor musical do SBT. Toquinho, Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Gal Costa, Maria Bethânia, Jorge Ben Jor e Rita Lee. Essa é apenas uma pequena lista do repertório de artistas com quem trabalhou. Em 45 anos de profissão, atuou em rádios, canais de televisão e gravadoras.

Nesta entrevista, Barenbein conta como iniciou a carreira nos estúdios. "Formei-me na prática, não existe curso para isso", afirma. O produtor também mostra a facilidade de gravar um CD atualmente e lembra uma discussão com Tim Maia durante uma gravação.

O que é necessário para se tornar um produtor?

Os produtores que estão no mercado há mais de 20 anos começaram como eu. Fui balconista de uma loja de discos, sabia o que a pessoa vinha procurar e porque procurava. Puxei cabo, fui técnico de gravação, trabalhei em rádio e televisão. Formei-me na prática, não existe curso para isso.
Hoje, cada artista tem um maestro, alguém que cuida musicalmente dele nos shows. A convivência com essa pessoa pode transformá-lo, com o tempo, em artista e produtor. O caso mais forte que eu conheço é de Rita Lee e Roberto Carvalho. O produtor é a pessoa que aceita fazer um trabalho no qual o princípio básico está no feeling.

Como é o trabalho de um produtor musical?

O produtor define a maneira como cada músico tem que tocar, os níveis da gravação e as capas dos discos. No passado, também era responsável pelo marketing do produto musical. Alguns trabalham para gravadoras e outros são independentes. Esses realizam tudo: descobrem o artista, bancam a gravação, escolhem músicos, repertório e o estilo do CD.
Assim como um arquiteto, o produtor tem o seu desenho e a seus métodos. Os ingredientes são os mesmos: tijolo, cal e cimento. Temos que pensar o mesmo que milhares de pessoas para que o disco possa vender um milhão de cópias.

No mercado musical, existe outra regra além daquela de agradar o gosto do público?

Há uma outra regra, a da Tropicália, que leva em consideração o futuro da música. O movimento foi um grande risco. A Bossa Nova, por exemplo, surgiu lentamente, cada artista trazia seu estilo. No caso da Tropicália, ela estava concentrada em um único lugar, todos os integrantes estavam juntos. Se tivesse sido um furo n’água, todos morreriam ali. Não tinha bote para ninguém.


A época do tropicalismo foi extremamente criativa. Como foi trabalhar nessa época?

Não dá para trocar isso por nada. Aconteceu uma única vez e não terá mais repetição. Foi no lugar certo, na hora certa e com as pessoas certas. É emocionante ver um artista em quem você acreditou há 25 anos continuar fazendo sucesso. Gilberto Gil, Chico Buarque, Toquinho e Caetano Veloso são exemplos disso.

Todo produtor sabe tocar algum instrumento?

Não. Eu, por exemplo, não sei. Comecei como produtor exatamente porque quis aprender a tocar violão, mas não tive paciência. Em vez de ficar tomando aula com o Toquinho, eu resolvi levá-lo ao estúdio e gravá-lo.

É fantasia pensar que o produtor dita a cena musical?

Não. Obviamente, o produtor que criou o Rouge e Rick Bonadio ditou uma moda. O próprio Tropicalismo foi uma moda.

Como é possível trabalhar a voz de uma pessoa sem talento?

Eu vim de uma época que não existia essa tecnologia. Gravar Domingo no Parque e Alegria, Alegria foi muito mais difícil. Atualmente, existem equipamentos que permitem afinar a voz de alguém que não canta bem, como o programa chamado Auto-tune.
Há outro aparelho, o Pró-tools, sem o qual os produtores não conseguem trabalhar. Ele tem 56 canais, pode consertar a tonalidade e ajustar a velocidade do som. Se o músico tocou uma nota errada, não é preciso refazê-la. Basta copiar uma nota de outro trecho e colar no lugar certo.

É mais fácil produzir discos atualmente?

Antigamente, ser um artista e gravar um disco era um sonho praticamente impossível. Havia somente quatro ou cinco gravadoras e era produzido um disco por mês. Hoje, basta um computador, o Pro-tools, um teclado e um bom tecladista para fazer um disco. Vou até a fábrica com o original e consigo mil CDs com apenas dois mil reais.

Qual é a sua opinião sobre artistas desafinados que fazem sucesso?

O problema não é a afinação. O Chico Buarque, quando começou a cantar, não era uma maravilha. Ele se aprimorou com o tempo. O importante é o que o artista tem a dizer. Se a letra não for boa, o cantor pode ser o mais afinado do mundo que não vai fazer sucesso.

Relações de trabalho sempre geram atritos. Já ocorreu algum caso em sua carreira?

Quando trabalhei com Tim Maia pela primeira vez, na gravação do disco Primavera, ele queria um instrumento pouco usado pela população do Norte, a queixada de burro. A única pessoa de São Paulo que o possuía não quis nos emprestar, pois não desejava que a peça, que nada mais é do que o maxilar do animal, se tornasse um instrumento comum.
No estúdio, falei para o Tim que não tinha a queixada. Ele falou que não gravava sem o instrumento. Insisti: "Depois achamos outro para substituí-lo". Mas ele estava irredutível e disse que sem a queixada não gravaria. Retruquei dizendo que se ele não quisesse gravar, que cancelasse seu contrato. Só não saímos no tapa porque nos seguraram. Eu não podia admitir que os 30 músicos que estavam no estúdio fossem dispensados por causa disso. Havia também dinheiro da companhia envolvido. Ficamos dois anos sem nos falar.

Carolina Saldanha e Denis Eduardo Sério

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7. Produtor Musical: Um “maestro” moderno.

(Materia do site  Homestudio)

O produtor musical é, antes de tudo, um músico. Se for produzir música, como um CD ou uma trilha, vai realizar da forma mais completa o fazer musical. Reunir todas as idéias musicais de forma equilibrada num projeto, o que requer conhecimento de música.

A mixagem é a conclusão natural do arranjo. Quando um arranjador concebe o que os músicos vão tocar, ele está ‘ouvindo’ o resultado final com o “ouvido interno”, uma entidade interior que os músicos podem desenvolver. Na cabeça dele ou no ouvido interno existe um arranjo pronto, soando em todas as suas características. Depois de gravado todo o material, qual é o sentido de dispensar o arranjador, mandá-lo para casa exatamente na hora da mixagem? Quem vai mixar? Alguém que nunca ouviu a música ou o arranjador?

“Arranjo bom, mixagem fácil!”
Frase genial me foi dita pelo P.H. Castanheira, produtor musical da TV Globo.

De fato, se você cria um arranjo imaginando como vai soar ‘o todo’ e não ‘as partes’ e consegue imaginar o som correto, basta conhecer o básico da mixagem para chegar ao seu som. Mas se um iniciante quer usar todos os sons à sua disposição e põe todo mundo dobrando todo mundo, chegaremos ao fim de uma cansativa mixagem com um bololô sonoro.

O mais importante é conhecer a prática e a teoria musical, saber ler, saber escrever música. Porque quem sabe ler e escrever, sabe ouvir.

Quem pretende seguir a carreira de produtor musical precisa conhecer música a fundo, além do áudio. De certa forma, este é o ‘maestro’ moderno. É ele quem faz a música acontecer, nem que seus “músicos” sejam programas de computador. Sua orquestra pode ser um monte de sintetizadores na tela do PC. Ou músicos e seus instrumentos à espera dos seus microfones. Não importa. Sem noções fundamentais de música, o trabalho fica insosso, o som insatisfatório.

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8. Algumas definições:

O que é uma demo

- Demo é uma amostra do trabalho musical de um artista (cantor, compositor, intérprete, instrumentista ou grupo). (Demos caseiras estão em extinção)
- O termo vem do inglês demo tape (demonstration tape ou fita de demonstração).
- Atualmente o formato mais usado para as demos é o CD-R(CD gravável) e em geral são lançadas pelos próprios artistas/banda.
- Atenção! Uma demo bem produzida transparece o quanto a banda é dedicada, valoriza e leva a sério o seu trabalho.

 

Objetivos para uma gravação

- Veicular a música na internet ou em rádios.
- Lançar CD independente.
- Fazer pequena tiragem para vender aos fãs mais próximos ou em shows.
- Material de divulgação para conseguir apresentações em eventos ou bares.
- Enviar material para gravadoras, selos, zines, jornais, revistas, etc.
- Registrar uma boa fase do seu trabalho musical.
- Compositor querendo registrar seu trabalho ou mostrar suas composições para possíveis intérpretes.
- Apenas por satisfação pessoal.

 

Pré-Produção

Período dedicado ao planejamento, levantamento dos custos, escolha do repertório, arranjos, ensaios das músicas, escolha do estúdio e outros. Pode parecer banal, mas, muita gente chega ao estúdio de gravação ainda decidindo as músicas a serem gravadas, a escala mais adequada para fazer aquele solo ou como finalizar aquela outra música. É primordial haver a tal pré-produção, pois, planejar, ensaiar e elaborar os arranjos em casa ou num estúdio de ensaio é bem mais barato.
É uma boa prática registrar alguns ensaios [até em fita K7 mesmo] o que possibilitará, a baixo custo, um instrumento de análise mais criterioso dos arranjos e performance individual dos integrantes da banda.

 

Técnico de gravação

Profissional que domina e opera os equipamentos do estúdio. Ele coloca a tecnologia a serviço da criação musical, cuida para que os sons sejam corretamente captados e registrados, estando sempre atento aos “aspectos técnicos da gravação” . Não cabe a ele julgar a qualidade musical do trabalho ou se o arranjo feito assim, fica melhor que assado. Entre os mais novos no pedaço é equívoco comum achar que o técnico ou dono do estúdio automaticamente exercerá o papel de produtor musical. Se quer que o pessoal do estúdio faça a vez de produtor musical, combine isso antes.

 

Produção-Fases

Uma música, embora tenha apenas alguns minutos de duração, leva no mínimo algumas horas para ser produzida e finalizada com qualidade em um estúdio, pois várias são as etapas envolvidas nesse processo.
A produção abrange assim a: gravação, mixagem, masterização e em seguida a duplicação ou fabricação do CD

Gravação multipista ou multitrack

O sistema multipista é a base da gravação profissional.
Cada instrumento é gravado em uma pista (canal) diferente.
Grava-se um novo som escutando-se os sons já gravados.

Mixagem: Aquele monte de canais viram dois!

Fase dedicada a misturar todos os instrumentos e vozes de modo que haja entre eles equilíbrio de volume, timbre, e espacialidade, como também reduzir as múltiplas pistas gravadas em apenas duas pistas STEREO (canal esquerdo e canal direito).


Masterização

Edição final realizada no material proveniente da mixagem, tendo como finalidade produzir em termos técnicos e sonoros uma boa matriz para duplicação posterior do material.
A masterização usualmente é feita através de computador e prima pelos seguintes pontos:
- Colocar as músicas num mesmo nível de volume.
- Colocar as músicas num mesmo padrão de equalização
- Retirar ruídos indesejáveis.
- Deixar no ponto desejado o início (fade in) e final das faixas (fade out).
- Inserir o silêncio desejado entre as músicas.
- Colocar as músicas na ordem desejada.
O termo correto para esse processo seria “pré-masterização” porém, devido ao hábito de se abreviar as palavras, terminou indevidamente sendo mais conhecido por masterização.


Duplicação/replicação
É o envio do CD já Masterizado à uma fábrica, para fazer as cópias desejadas.

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